E quando falamos em colocar cores em um ambiente também precisamos entender como é o espaço físico que vai sofrer a intervenção.

Começamos a investigar, recebe luz natural? Muito, Pouca? O ambiente deve transmitir uma sensação mais “quente” ou mais “fria” nesta área? Precisa ser mais aconchegante? É um ambiente grande, muito grande, amplo ou pequeno? Como são os mobiliários e superfícies? Tem texturas, são lisas, foscas, brilhantes? Qual é a função do ambiente? Quais são os tipos de intervenções que o ambiente necessitará? É uma obra grande ou apenas pequenas modificações?  É mais requintado, menos requintado? É mais formal ou mais despojado?

Toda essa coleta de dados é o ponto de partida. Diante disso faz-se uma pré-seleção de cores que estejam alinhadas com o propósito do “projeto” e desejo dos usuários.

Depois entra a técnica de como combinar. Qual o critério técnico  que será a melhor opção para cada situação?

Essa é sem dúvida uma etapa muito importante, talvez a mais importante, para um projeto bem-sucedido.

A escolha da cor por si só não é a melhor opção. É preciso que esteja alinhada com o propósito do ambiente e principalmente dos usuários.

É importante lembrar que a cor tem o poder de transformar, de impactar, de modificar, de criar sensações e percepções. É importante que tenha uma conexão com o que se deseja transmitir.

Ainda assim, pode acontecer, ou não, de algumas vezes você parar e se perguntar e agora? E daí? Muitas informações e teorias. Como se chega à resposta formal de fato? Como se define as cores para um projeto? Aprendi sobre a teoria das cores, o comportamento das cores uma com as outras, tenho o mapeamento do que preciso e como faço agora? De onde vem a inspiração?

Na prática, o processo não é tão simples e nem tão fácil por várias razões. Uma das razões é que nem sempre conseguimos mapear de fato os gostos e personalidade e nem a real necessidade do cliente. As entrelinhas. Isso acontece muitas vezes porque ele mesmo não tem certeza do que deseja. Ou então porque eles omitem respostas e nós arquitetos ou designers não fizemos a pergunta certa e em muitos casos não se teve sensibilidade apurada para entender as entrelinhas.

Essa é uma situação que principalmente para os novatos e recém-formados é muito desconfortante. É natural até mesmo pela falta de experiência ter dúvidas de como proceder com as escolhas das cores. Acredite, acontece inclusive com os experientes, por uma razão e outra, são muitas variáveis.

As questões se repetem pelos usuários. Devo usar cores nas paredes? Devo usar nos mobiliários? Até onde posso usar as cores? Qual o limite? Qual o limite entre o excesso e o vulgar? Qual é o ponto de equilíbrio para ter as cores certas, nas dosagens certas para cada tipo de personalidade?

Tem estilos que são muitos coloridos, conhecidos como maximalismo, e ok! Aliás vem crescendo esse tipo de estilo devido a muitas questões relacionadas ao viver e também memórias de famílias (design afetivo) que vão sendo agregadas  aos ambientes.

Tem pessoas que gostam de modificar seu ambiente por conta própria. Sentem necessidades de constantes mudanças. Muda mobiliários de um lado para o outro, pintam a parede. Acrescentam coisas. Retiram outras.

Como elas podem estabelecer critérios para suas escolhas. Será que elas mesmas se conhecem tão bem? Por mais que pareça estranho e é mesmo um contrassenso, as pessoas não se conhecem tão bem assim. E muitas não sabem seu estilo e seu propósito, caem nas tentativas de erros e acertos.

Para o profissional mesmo experiente, o processo inicial nem sempre é tão fácil e simples. Tem pessoas que não gostam de falar de si mesma, de contar sobre sua vida, de falar do que gostam ou não gostam e nem sabem se gostam e essa etapa fica ainda mais desafiante.

Ainda que existam muitos testes de personalidades e testes que ajudam identificar os estilos, isso auxilia e muito o profissional, é preciso que se faça a conexão nesse momento inicial do projeto. Os testes ajudam muito o processo, porque entre eles, alguns estilos têm cores predominantes.

Caso isso não ocorra, todas etapas seguintes não farão sentido. E no fim de todo o processo se não houve a conexão adequada o cliente diz que aquele ambiente ficou parecendo um ambiente de amostra ou um ambiente para foto de uma revista. Ele vai falar – É lindo, mas não é minha casa. É como não lhe pertencesse.

O sentimento de pertencimento numa casa é muito importante. A pessoa tem que sentir “essa é minha casa”.

E por causa desses desafios, eu sugiro: se inspire nas cores da natureza. É sempre uma ótima referência. Coincidência ou não, depois que comecei a fazer dessa forma, e também a publicar nas mídias, observei muita gente fazendo do mesmo jeito e tendo ótimos resultados.

Com uma referencia da natureza podemos extrair muitas paletas de cores e todas elas em perfeito equilibrio e harmonia.

Vou deixar aqui alguns exemplos que eu adoro.

Se quer saber mais sobre as cores ou uma consultoria para seu ambiente entre em contato por email.

Conheça a minha publicação que está sendo comercializada pela editora Albatroz, é só clicar no link abaixo

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