Já parou para pensar?

Em qualquer ambiente por mais simples que seja, já reparou quantos itens existem?

Piso, parede, teto, forro, iluminação, elétrica, hidráulica, ar, automação, portas, janelas, mobiliários, acessórios, objetos, e tantos outros?

O projeto é só o meio de organizar todos os itens necessários para a execução.

E para um bom resultado é necessário fazer etapas por etapas cada uma com um propósito que no fim vai resultar em um ambiente que possa fazer sentido para quem usa.

O fazer sentido, o ambiente precisa ser funcional, ser bonito, saudável e proporcionar a sensação do pertencimento. O ambiente precisa não somente acolher quem usa e também gerar e proporcionar conforto e bem-estar. O bem estar faz se conectar na relação espacial do lugar. De gostar de estar ali no próprio ambiente. De ter o prazer em fazer as atividades que ali são próprias do lugar.

Uma cozinha serve para preparar alimentos, guardar, “receber” também para um convívio entre amigos e família.

Um ambiente em si tem uma ou mais de uma função para o usuário. O usuário tem uma relação com o ambiente. A necessidade por exemplo dos equipamentos e utensílios de uma cozinha não é igual para todos. Uns gostam de cozinhar, outros cozinham simplesmente porque precisam, outros nem se quer cozinham. E perceba, a necessidade de um fogão de 5 bocas não é para todas as pessoas. Da mesma forma que um cook top de apenas uma ou duas bocas também não vai atender a determinados usuários.

Essa é uma questão. Para um projeto é necessário primeiramente essa pesquisa. Um cliente me vem eu primeiro preciso entender sua rotina, sua vida, suas necessidades. Sim para um bom projeto essa etapa tem que ser feita com calma.

Em um projeto se vence muitas etapas. São etapas burocráticas, etapas de estudo e pesquisa, etapas de execução de projeto, etapas de execução da obra. Enfim.

Um projeto não é só um desenhinho. É um grande trabalho, que pode levar meses até finalização de fato do ambiente. Ou até anos dependendo do porte de uma construção.

Voltando aos itens que iniciei nesse post, por exemplo, deixa eu falar de uma parede.

Quando se pensa em reformar, ou melhorar, seja qual a intervenção que se deseja, é preciso mais uma etapa. Que estado se encontra essa parede? Está integra, tem umidade? Tem partes soltas? Que tipo de acabamento ou revestimento ela tem? Vai manter, mudar? O que será necessário fazer para preparar para receber o novo acabamento?

Conforme a necessidade, são itens que tem que ser considerados para a execução. E ai que enfatizo, não basta as referencias de imagens que se encontram pela internet. Não basta porque inclusive a execução pode se tornar muito cara.

As referencias podem ser boas para balizar o gosto. Mas não necessariamente são funcionais ou são adequadas para o usuário.

E muito comum quando se pensa numa reforma ou construção do zero, sonhar com um belo espaço. Porém uma imagem de referência, pode não caber no orçamento.

Por isso cada caso, para cada usuário, tem que ser muito bem pensado, estudado, respeitadas as etapas de projeto e obra.  As pessoas sofrem de ansiedade, tudo para ontem! Já começam errado contratando um pedreiro para ir quebrando sem se quer saber direito o que vai fazer. Depois dá “ruim” como diz a gíria.

A construção no Brasil ainda carece de disciplina e seriedade para as execuções. Mais de 80% não tem um profissional por perto para orientar e conduzir com projeto e obras. Ficam nas mãos dos pedreiros que vendem suas “experiencias” de execução, sem conhecimento técnico nenhum para argumentar sobre uma solução para um projeto.

E quanto vale um projeto? Quanto se precisa desembolsar para um projeto? Depende muito. Em muitos aspectos, desde a dimensão, tipo, qualidade e quantidades de detalhes no projeto, porte, projetos complementares, são muitas variáveis. Mas com toda certeza é melhor ter um projeto para poder começar e terminar do que ir fazendo sem noção nenhuma do que vai se fazer e se pode fazer, onde muitas vezes resulta em obras inacabadas.

Sem falar nos erros e acertos por tentativas que acabam gerando mais custos e prejuízos, que se tivesse um projeto poderiam ser evitados.

Dizem que obras dá dor de cabeça. Também dá. Infelizmente a mão de obra não é qualificada, com raras exceções, mas isso pode ser muito minimizado com um projeto. O projeto tem também a finalidade de organizar. Organizar etapas, serviços, custos. Quando deixa só na mão do pedreiro isso não acontece.

Perceba. Consegue perceber a complexidade dos itens que envolve uma reforma ou mesmo uma construção? Até mesmo só interiores?

O que você precisa melhorar, ou deseja modificar, ou ainda começar do zero?

Segure a ansiedade. Contrate uma consultoria antes de começar.

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