fonte: Leonardo Da Vinci – Photo from www.lucnix.be. 2007-09-08 (photograph). Photograpy

A arquitetura é feita para o homem. Para morar, trabalhar, estudar, circular, se cuidar, produzir e tantas outras funções que o homem necessita.

O homem é o centro principal para um projeto e esse possa ser bem elaborado.

O homem tem uma dimensão. Um homem alto, médio ou baixo, ou mesmo uma criança tem seus movimentos e cada movimento tem amplitudes limitadas.

Seus movimentos são medidos pelo seu deslocamento, seja ele em pé ou sentado.

Um homem adulto consegue pegar um objeto posicionado em um local com uma altura maior que ele, mas se essa altura extrapola seu limite de alcance já não consegue mais.

Da mesma forma uma pessoa sentada em uma escrivaninha consegue alcançar um objeto confortavelmente até determinado ponto.

Uma circulação é confortável quando permite passar por ela normalmente.

Uma cadeira é confortável quando acomoda a altura da perna dobrada, posição do assento e encosto.

As atividades e funções que um homem exerce devem estar coerentes com seu conforto de movimento. Seja em pé ou sentado.

A partir do momento que essas relações são observadas as funções são projetadas de tal forma que o conforto é priorizado.

Essas relações são chamadas ergonomia.

Um projeto deve atender minimamente o conforto dessas relações.

Um espaço para uma criança é diferente de um espaço para um adulto.

Um espaço para uma pessoa idosa é diferente de um espaço para um adulto de meia idade.

O idoso tem seus limites de movimento reduzido.

Imagine uma cozinha para uma pessoa idosa e para uma pessoa de idade mediana.

Podemos organizar uma bancada com armários inferiores e superiores e dividir em setores. Certamente a mesma cozinha para pessoa idosa terá setores que talvez nunca sejam usados, pela sua limitação de movimento. Tanto na parte superior como na inferior.

São detalhes que precisam ser atentados na hora do desenvolvimento do projeto para que as funções sejam executadas com conforto para cada usuário.

E ainda falando em cozinha, um outro exemplo, a altura da bancada da pia.

As pessoas gostam de estabelecer padrões. O correto é pensar nos usuários. Uma família onde todos são muito altos é diferente de uma família onde todos são muito baixos. A altura se não estiver adequada para um e outro vai ficar desconfortável e poderá ocasionar inclusive problemas de coluna.

Essa altura vale também para o banheiro.

Vale para as portas dos armários altos onde os puxadores devem ser alcançados confortavelmente.

Todas as dimensões devem ser pensadas com critério, para quem se destina, para ser funcional.

Se analisarmos com bastante critério tudo é pensado na relação dimensão homem e seu uso.

Uma cama possui dimensões padronizadas, que foram projetadas com a média das alturas das pessoas. Se uma pessoa foge o tamanha por ser extremamente alta, sua cama deve ser feita por encomenda.

Da mesma forma uma cadeira, tem dimensões altura, largura, profundidade para sentar o homem de estatura mediana.

O mesmo para um sofá.

Os armários têm prateleiras e gavetas e cabideiros pensados na funcionalidade de alcance. Nesse caso são setorizados usos mais frequentes, uso menos frequentes, definido o acesso mais fácil ou com recurso de uma escada por exemplo.

Em toda mobília, em todos ambientes encontramos a relação das dimensões com o homem.

E um projeto quando pensado dessa forma, planejado especificamente para o usuário, respeitando suas características, se ele é mais alto ou mais baixo, tem um valor agregado ainda maior.

O que é vendido no mercado já atende de uma certa forma padrões pre definidos.

Porém para “um ajuste” mais fino, o projeto é quem define.

É como uma roupa, as que se compram prontas nas lojas de vestuários, são diferentes de quando se faz sob medida.

A arquitetura deve ser feita sob medida, independente da escala.

E quando me refiro às escalas, as relações das dimensões não se restringem apenas aos ambientes ou mobiliários. Ou a uma edificação. Elas são pensadas inclusive na relação urbana do espaço. Do ir e vir. Em todos os usos.

Temos o caso dos cadeirantes, hoje normatizados por lei. Seus alcances são limitados. Seus movimentos são limitados. Suas tarefas do viver são feitas sobre uma cadeira e todo o resto deve ser acessível a seu uso.

Se a arquitetura não é pensada cuidadosamente para o homem ela deixa de atender a sua principal função. De ser para o homem e trazer conforto e bem estar no morar, no viver, em estudar, trabalhar, de circular.

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