É na concepção de um projeto onde podemos colocar em pratica o exercício da criatividade. É o “start” de uma ideia que se encontra ainda no imaginário.

É o inicio do processo para a materialização de um sonho, de uma necessidade de uso, de construção ou mesmo de reforma.

A concepção do projeto não pode simplesmente se basear no “soltar a mão”, uma expressão muito utilizada pelos professores de arquitetura e design, onde sabemos que o simples soltar a mão pode fluir melhor a criatividade.

Em se tratando de algo que precisa se tangível, executável como é o caso de uma construção ou reforma é necessário se atentar as outras condicionantes também para que estejam concomitantemente aliadas ao processo criativo.

E essas condicionantes são muitas, legislações, propriedade dos materiais, conhecimento básico dos sistemas complementares com como estrutura, elétrica e hidráulica, funcionalidade dos ambientes, insolação, entre muitas outras.

Baseado em todas essas condicionantes e as vezes até limitantes, parte-se para o projeto e o partido. Então como se define um “partido”?

“Partido” para aqueles que não sabem é exatamente a cara do projeto, é o resultado formal.

Existem muitas maneiras nesse processo projetual. Esse processo projetual pode ser muito individual e especifico para cada profissional.

Ao longo da história da arquitetura encontramos diversos arquitetos com forma projetual completamente distintas.

Podemos encontrar muitas bibliografias a respeito do assunto escritas em diversos períodos ao longo da história da arquitetura.

Um deles é O tratado de Vitruvio, escrito no período romano, válido até os dias de hoje com conceitos superimportantes para a qualidade do projeto. Esse tratado em minha opinião deveria ser resgatado, analisado e repensando. Será que os “produtos arquitetônicos” de hoje não poderia ter um pouco mais de  qualidade em se tratando de implantação, conforto, uso, etc?

Claro, não podemos generalizar, hoje temos sim produtos arquitetônicos com excelente qualidade. Tem-se tentado resgatar valores de qualidade do projeto a cada dia.

Existem muitas discursões em torno desse tema. Não é que um jeito de projetar esteja certo e outro errado. Apenas maneiras diferentes de se chegar a um resultado final.

E hoje ainda se tem como aliado a tecnologia que vem inovando a cada dia as formas projetuais.

Como disse antes, não existe jeito certo ou errado, apenas são diferentes.

E você leitor deve estar se perguntando e você como é o seu processo projetual? Como é a concepção do projeto?

Primeira etapa que procuro fazer é descobrir como poderia ser o partido que pudesse se identificar com o meu cliente. O que ele gosta, o que ele precisa, como é sua personalidade, seus hábitos, qual será seu uso. Para que se destina esse projeto.

Seria muito fácil para mim se estivesse desenvolvendo um projeto do meu jeito, com o que gosto, com minha cara. Porém se o projeto vai ser para outra pessoa, preciso entender o outro, captar informações em todas esferas para então quando o projeto ter virado obra, possa ser utilizado e a pessoa se sinta realmente feliz.

Reconheço que algumas circunstâncias são muito subjetivas, nem sempre é possível extrair todas informações que gostaríamos.

A próxima etapa é conhecer as condicionantes, as limitações físicas, o que cabe o que não cabe, a legislação o que pode o que não pode, para ajustar o que é possível.

Já mapeado o gosto, a personalidade o estilo, aí o processo de criação começa de fato.

Muitas vezes buscamos referências, repertórios já utilizados. E vamos reinventando, modificando, recriando e reformulando. Nessa fase podemos “soltar a mão” e criar algumas soluções diferenciadas.

Um ajuste aqui, outro ali, me transporto para o imaginário e vivencio o espaço que não existe ainda de fato. Me coloco lá e sinto como se já existisse. Isso ajuda bastante no processo.

E na sequencia as demais etapas, os procedimentos técnicos, os desenhos de fato para que todos os envolvidos no processo possam ter uma leitura clara para a execução.

Mesmo quando a necessidade do projeto é mais simples, não envolve tantas etapas, o processo criativo se resume de uma certa forma como o que se precisa e para quem o utilizará.

A concepção de fato então é ajustada conforme a necessidade de cada um, e principalmente na sua personalidade. E dependendo desse perfil é possível se criar na medida.

 

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