Sempre que possível gosto de participar dos eventos, encontros e discussões para conhecer e perceber o que tem se falado, pensado e agido a respeito de todos os aspectos pertinentes às arquiteturas e também às pessoas.

Em final de 2019 iniciamos um momento de pandemia, por isso Covid 19, e agora em meados de 2021 o assunto ainda borbulha com muitos questionamentos.

Em início de 2020, quando começamos o lockdown, não se imaginava os desafios enfrentados por todos no morar, trabalhar, estudar, se divertir, tudo ao mesmo tempo. E muito menos se imaginava que duraria tanto tempo.

Ninguém escapou de ter que se adaptar com o “novo” morar.

Ninguém escapou de ter que conviver com tarefas de crianças e trabalho ao mesmo tempo.

Ninguém escapou que ter que aprender outras tarefas corriqueiras de casa que não estavam acostumados a fazer.

Ninguém escapou de ter que organizar mais seu tempo e ainda descobrir e inventar alguma diversão.

Muitos aprenderam cortar cabelo, se cuidar, fazer exercícios, cultivar uma horta tudo dentro dos pequenos espaços onde estavam…

Ninguém escapou de ter que se reinventar e se adaptar com o contexto que tinha e fazer seu melhor.

festa de aniversario com muitos covidados

Ninguém escapou e percebeu que precisa melhorar e adaptar algum cantinho da casa.

E o que ninguém podia imaginar alguns setores cresceram, venderam tanto que as fabricas não tinham mais estoque. E nem podia produzir porque estavam todos em casa.

Foram muitos desafios e ainda temos muitos pela frente.

É muito bacana todas as discussões do novo morar que são feitas pelas universidades, por alguns grupos mais engajados.

E muito bacana todas as reflexões que estão sendo feitas. Coisas pontuais acontecendo de fato.

O fato é que o morar da grande maioria, não somente as classes mais baixas, inclusive as de classe média também, existentes, estão muito aquém para um bom morar. E não digo o novo morar. O simplesmente morar. O morar antes mesmo da pandemia.

Apartamentos confinados, sem ventilação adequada, sem iluminação natural, sem uma porção de coisas minimamente saudáveis.

Como falei é muito bacana todas as reflexões para o novo morar. Mas como ficam as habitações existentes para o “novo” morar se elas não eram tão adequadas assim inclusive no “velho” morar?

O novo morar ninguém sabe ainda direito quais serão os novos layouts. Se por um momento a planta foi toda aberta com espaços integrados, agora precisam ser fechados novamente para se ter um pouco de privacidade para estudar e trabalhar…

Espaços abertos, espaços fechados, um pouco de cada talvez seja o programa das novas habitações. Talvez ainda, o que já acontece em pequena escala, espaços coletivos para uma horta, para um convívio, para um relaxamento.

Espaços híbridos de morar e trabalhar não é coisa do novo morar. Isso já acontecia desde as décadas de 20 e 30 do século passado.

No meu ponto de vista, muitas coisas ainda, muito pontuais tem tido olhares e ações efetivas com direcionamentos para um aspecto mais saudável do morar, do viver, da nossa casa maior, o planeta, a sustentabilidade.

Tudo isso sem dúvida é muito positivo e meu desejo é que se consiga atingir grandes escalas. Muitas coisas ainda precisam ser feitas no mundo todo.

Condições mínimas de saúde e saneamento ainda carecem por toda parte.

Alguns dizem que estamos em um momento de transição.

Os desafios persistem por todas as áreas. São inúmeros desafios de toda sorte.

Um dia Drummond disse em um de seus poemas o homem consegue conquistar a lua, Júpiter e todos os planetas e não consegue plantar uma bandeirola em seu coração.

Ninguém escapou de ter que” aprender” a conviver com o outro. E esse ponto também quero falar.

Mais do que ter um espaço adequado para morar, para viver e exercer todas as suas funções necessárias e poder ainda se reinventar, o homem precisa aprender a “morar com o outro”. E lamentavelmente é a maioria.

Nesse período, eu mesma soube de muitos casos de conflitos em família, de separações de casais… Sim, entendo, para todos forame continua sendo momentos muito desafiadores.

E para mim também ficou claro o quanto o homem não sabe “morar” com o outro. Não sabe conviver com o outro. Bastou ficar todos no mesmo espaço por um período maior e gerou um “choque”. O que poderia ter sido um momento rico de entrosamento, de vivências, de aprendizados, de evolução humana e espiritual, de colaboração um com o outro, de somar, para muitos foram momentos de destruição. O tempo passou.

Concordo sim, para muitos foram momentos desafiadores em ter que dar conta de tantas atividades que se somaram e ao mesmo tempo sem ter uma estrutura adequada para realizar. Ainda assim, algumas atitudes um com o outro não justificam. Mas quem sou eu para falar? Também estou enfrentando meus desafios.

Amanhã ou daqui a um segundo, posso não estar mais aqui e agora acredito que devo transmitir essa mensagem.

Pandemias sempre existiram e sempre vão existir.

E no meio da pandemia eu escrevi esse texto, agora compartilho.

Tudo se converge. Sentimentos e pensamentos.

O corpo responde as cargas emocionais sentidas, sofridas e percebidas.

Ele vai se moldando dia após dia …

Manifestando em formas, desforma

A dor….

Como transformar a dor em amor…

A dor do outro que é minha também.

O universo se conecta. Em maior ou menor intensidade.

E por que insistir na dor?

Seria muito mais fácil o amor. Ele flui. Ele cresce. Ele glorifica, evolui.

Porém o medo pára. Pára até o amor, se implanta e domina a dor!

As reflexões da vida.

Vida e morte. E que fica? O que vale? O sentido da vida.

A morte terrena finda o ciclo.

Os diferentes comportamentos encaram a vida e a morte de maneira distintas.

Mas o que é a vida? O que é viver?

Por que se apegar a tantas minúsculas e minucias de sentimento, sofrimento, raiva e ódio?

Um dia não estaremos mais aqui. Todos nós.

O outro não vai estar mais aqui!

Ajudar o outro. Como, se não querem ajuda.

Não somos livres!

Não estamos livres.

Estamos conectados.

Laços afetivos.

Estamos conectados em muitas esferas e estratosferas.

Somos regidos por regras, por cálculos matemáticos que nos regem.

Exatamente como o do universo.

Oh Deus maior. Qual será o seu plano?

Como será para aqueles que conseguiram ultrapassar limites do universo?

Viver em outro plano físico. Metafísico.

O amor vence, como não se consegue vencer o mal?

Fato, uma única laranja podre pode estragar todas as outras.

Seguir. O caminhar deve seguir.

Apenas fazer o melhor. O que tem que ser feito. Seguir.

Não exigir nada em troca.

Há uma lista de tarefas a serem cumpridas. Que assim seja.

Respeito.

Estamos conectados.

Queria não me importar em ver as coisas caminhando por linhas não tão corretas.

Ninguém consegue fazer algo de errado e prejudicar somente a si mesmo. Sempre reverbera e prejudica o outro.

Por menor que seja. Sempre alguém vai ser impactado.

Não existe um ser sozinho.

Somos conectados.

Conexão.

O impacto acontece em cadeia.

No corpo humano, se algo não funciona perfeitamente, desequilibra suas engrenagens, eventos em cadeia vão acontecendo.

Energias que se movimentam.

Impactando como ondas….

O universo não pára. O universo está sempre em movimento. Estamos em movimento mesmo se estamos parados.

O coração pulsa. Não pára. Precisa pulsar.

E não se pode parar.

Desistir não é opção.

Um vazio se implanta.

Sentimento.

Não faz sentido.

O que faz sentido?

Tristeza.

Cadê o plano de vida? Um plano com propósitos?

O outro que estava em meu lado.

Estradas foram construídas, pavimentadas e concretizadas.

Os sonhos, cadê?

Passaram!

Será que ainda dar tempo?

Será que ainda se tem tempo de construir um sonho? E realizá-lo?

O sonho impulsiona para a vida.

Qual será a programação existencial? De quanto tempo restará?

Ansiedade.

O tempo passa rápido e o corpo envelhece.

A energia vital, natural, diminui no decorrer da vida.

Natural

Até um dia que se finda e a “morte” chega.

A alma ficou velha.

Mas parece que algo saiu errado.

O mundo parece não fazer mais sentido.

Ainda assim é preciso conquistar o mundo. Conquistar a si mesmo.

Ser importante. Ter importância.

Construir outras estradas.

E levar a mundos distantes.

É muito louco tudo isso!

Parece até insano.

Na dor o movimento impulsiona para a mudança. A mudança para o alívio do sofrimento.

O sofrimento foi construído por nós mesmos.

É preciso coragem. Coragem para seguir e prosseguir.

Construir outra estrada.

Com coragem, fé e determinação.

Que nunca falte isso. Que nunca acabe o amor no coração.

Seja grato. Grato por vivencias, todas elas.

Todas elas têm um proposito.

Fortaleça.

As linhas parecem tortas. Perdidas, sem nexo.

Bom senso. Centramento. Discernimento. Intuição.

Clarividência para enxergar melhor e seguir.

A luz possa transcender muitos horizontes, iluminar com amor e paz todas as pessoas desse universo.

Um dia tudo passa. Sempre passará.

Por que tudo isso?

Os ruídos, a rotina e mais um dia se foi.

O calendário, se sábado ou domingo ou sexta, não importa.

Janeiro, fevereiro… outro ano.

Em casa tudo se atropela.

O mundo está parando, ou pirando?

Valores invertidos, confusos.

Políticos.

Será homem ou mulher? O que importa? Desafiando a natureza da vida.

A essência nata da alma e do ser.

A essência do ser, em qual estrada se perdeu?

O planeta grita, implora.

Suplica.

Suplica pela vida, pela dignidade, pelo viver, pela liberdade.

O ser massacrado, manipulado, enfraquecido do seu eu.

Não consegue mais pensar. Não consegue mais refletir. E vai e se deixa conduzir.

O medo.

Assusta, paralisa. Bloqueia pensar e analisar. Bloqueia sua essência. Bloqueia a vida.

O que é o medo?

Que respostas poderia ter para definir o medo?

Ou seria as coisas que podem e provocam o medo?

A tristeza. O que é a tristeza?

O que define a tristeza. Não o que faz sentir triste.

E a felicidade no outro extremo da polaridade.

O que é a felicidade? Não digo as coisas que podem fazer sentir feliz.

O que é a felicidade na sua essência?

O estado da alma

O homem não tem respostas.

Não tem resposta nem para ele mesmo.

Não consegue olhar dentro de si mesmo, nas profundezas do ser.

O caus se instala.

A humanidade está doente.

O ego.

E agora?

Tudo está dentro de casa.

Não estava preparado para isso.

A vida não tem mais a escola, o divertimento, o trabalho do outro lado.

As famílias não almoçam mais juntas e quando juntas é como se não estivessem.

As conversas, diálogos? Isso parece que nunca existiu.

Tudo parece normal. Apenas parece.

Tudo está fora da ordem universal.

A tv com volume alto, entretém a um e irrita o outro.

O egoísmo prevalece.

O bloqueio do som do telefone de quem necessita falar.

Faz de conta que as crianças ainda tem aulas, agora não podem mais ir à escola.

Os mesmos joguinhos no tablete já estão chatos e entediantes.

Os idosos esperando o dia chegar.

A humanidade está muito doente e encontrou um culpado.

Ah um tal vírus que ganhou fama e popularidade para esconder o vazio de cada um. E se foi contaminado e se recuperou poder se vangloriar, Eu sou forte, enfrentei e venci o vírus. Ganhando popularidade.

Ou então o vírus o destruiu e não resistiu de um malvado indestrutível…

Doenças sempre existiram e vão continuar existindo..

Tudo precisa parecer que faz sentido.

O ego.

Peço desculpas e não me interpretem mal. Sou solidarias sim pelas perdas de todas as famílias. Mas me angustia muito ver tantas derrotas e auto-abandono.

Até eu mesma fui contaminada!

Será mesmo o vírus o culpado de tudo?

Será mesmo que o mundo não está doente por tantas outras coisas, como ódio, vingança, desamor, autoritarismo, soberba, prepotência, palavras duras, ditadura que faz o corpo ficar doente com problemas cardíacos e canceres e tantas coisas mais para poder pagar suas próprias contas?

Os débitos que deixou com o outro e com o planeta.

Cave bem fundo no seu coração. Reflita sobre todas suas atitudes, palavras, com o outro e com o mundo. Desde que você se entenda como gente. Com o planeta. Por menor que seja. Todas as coisas.

Um corpo doente se desequilibra e desencadeia, surge uma doença, outra doença, e pumba, um vírus chega e faz a festa e vira o protagonista de toda história.

Um protagonista que poderia ter sido qualquer outro vírus de uma gripe qualquer. Tantos outros já apareceram no decorrer da história.

É comprovado pela ciência como o corpo vai se modificando conforme as emoções vivenciadas sejam boas ou ruins. As ruins danificam o corpo e os órgãos. E faz adoecer.

Não poder trabalhar, compartilhar, caminhar, conviver, viver faz adoecer.

Cadê os médicos para se manifestarem e defender esses pontos tão sérios.

Mas também são humanos na sua evolução.

Se um toma um susto, o coração já dispara. Um evento pontual pode nem aparecer como prejudicial no momento, vai aparecer no futuro. São traumas que ficam instalados. E eventos que se repetem diversas vezes o dano é maior.

É maior no corpo. Maior na vida.

Será que ninguém vê isso?

Não é possível perceber.

O mundo é carente.

Ir ao médico é uma forma de socialização. Inventar uma doença para ter um motivo de distração é mais fácil do que olhar o próprio vazio.

Como a humanidade está hipnotizada para esconder seus vazios, seus “defeitos” e seus débitos que precisam pagar.

Sem falar em outro contexto!

Sim.

Um dia a conta chega mais cedo ou mais tarde. Chega!

A lei da física. Ação e reação. Newton. Polaridades.

A lei do universo.

É muito mais fácil ter um culpado do que enfrentar a si próprio.

É muito mais fácil acusar governos e impressa do que olhar para si mesmo. Os governos e impressa também perderam sua essência. Precisam de ajuda. Precisam evoluir. São seres humanos na base da pirâmide com seus egos inflados “eu sou melhor, eu tenho razão”.

Fazem parte da grande maioria da humanidade que ainda não evoluiu. São infantis e adolescentes rebeldes. Atitudes e palavras são cultivadas por anos, décadas. Conflitos de toda sorte.

Poder.

Teremos outra chance?

E tudo agora está dentro de casa.

Sim é preciso olhar para a casa. É preciso olhar cada canto e cuidar.

Agora deixa eu vender aqui o meu peixe!

Ainda assim é preciso regatar o bem estar. O viver e desfrutar.

As pequenas coisas do dia a dia.

É essa essência do viver.

A essência do eu.

A essência do outro.

Olhar, cultivar.

Respeitar.

Se inspirar. Em boas referências, claro.

O certo. O correto, o justo o saudável.

O que é certo?

As referências.

A natureza.

Compartilhar.

Cooperar.

Aprender e reaprender.

Desfrutar do sorriso, da palavra.

Do aprendizado.

Desfrutar das tentativas mesmo sem sucesso.

Opa eu também estou aqui na minha jornada!

Evoluir.

É preciso acreditar o mundo vai acordar e vai melhorar.

Seguir e caminhar.

Fortalecer a essência da alma.

Desistir não é opção.

É só um momento de transição.

Por um mundo melhor.

Luz e paz a todos corações.

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